sexta-feira, 14 de março de 2014

Capitalismo X Socialismo = Estultice



            Constantemente ouço pessoas debatendo a respeito de capitalismo e socialismo, o interessante nisto é que as pessoas discutem como se fossem coisas iguais, misturam questões políticas com economia, liberdade com opressão, ideal de vida e horizontes possíveis. Realmente são diferentes, capital e sociedade são coisas simples e distintas uma da outra, como dizem, água e óleo, branco e preto, vamos caminhar juntos no raciocínio e distingui-las.
            Capital, capitalismo ou capitalizar resume-se quando alguém junta dinheiro, ou seja, capital é acumular dinheiro.
            Social, sociedade, socialismo é um modelo de política, aquele que governa em nome do socialismo, prioriza algo que é voltado para a sociedade. Isso é teoria!
            Dizem que há países socialistas que não exercem o capitalismo. Engano. Qual país socialista ou comunista não é capitalista? Cuba! Errado, Cuba negocia com outros países por meio de capital, ou seja, com dinheiro. Rússia! Errado, se olharmos um dos períodos mais fechados da Rússia, por exemplo, de Lenin a Leonid Brejnev, a Rússia negociava neste período também com outros países através de capital, ou seja, dinheiro, portanto, todo governo neste planeta é capitalista, se assim é, qual a diferença entre capitalismo e socialismo?
            Precisamos retroceder no tempo e rever o bê-a-bá desse assunto para clarear mentes e cérebros. Não vamos neste texto decifrar ou elucidar como chegou-se aos valores das mercadorias em relação às moedas. Calma leitor amigo, entrar nesses detalhes leva muitas pessoas bater a cabeça na parede devido a uma crise psicótica, e eu não quero meus leitores surtando e quebrando suas cabeças, vamos ao básico.
            Imagine o seguinte, Pedro tem um pomar de laranjeiras, Augusto também, eles vendem as laranjas por R$1,00 real cada; um dia, Augusto faz uma proposta para Pedro;
- Pedro, se você vender laranjas para mim, para 4 laranjas que você vender eu lhe pago com uma, ou com R$1,00 real.
Pedro pensa, uau! Não precisarei colher, cuidar das pragas, capinar e muito menos pensar se venderei todas.
            O custo da laranja para augusto é de R$ 0,25 centavos, mais R$ 0,25 centavos que ele precisa pagar a Pedro, o preço final da laranja para Augusto é de R$ 0,50 centavos. Os outros R$ 0,50 centavos, podemos chamar de lucro. Esqueça a bobagem da mais-valia, Augusto está capitalizando, ou seja, fazendo capital! Então leitor amigo, faço aqui uma paradinha obrigatória, ou um pit stop se preferir: toda negociação que envolve dinheiro é conhecida por capitalismo. Capitalismo é um modelo “econômico”, nada mais, nada menos, não tem nada haver com socialismo.
Nos dias atuais temos Cuba enviando médicos para o Brasil porque precisam atender um número maior de cidadãos. O número de médicos “às vezes” não é suficiente, o Brasil paga em dinheiro uma parte aos médicos e outra parte a Cuba. A Rússia vende gás para a Europa, e recebe em “dinheiro”. Todos os funcionários sempre recebem em dinheiro, independente do sistema econômico ou do modelo político.
Por que as pessoas confundem esses assuntos? Devido a outro fato que anda junto com estes dois, mas a maioria desconhece. Como os governos surgiram e por que? Observe que a história é longa, mas é possível ter uma ideia clara dos fatos. Vamos partir do exemplo de Pedro e Augusto. As pessoas que agiam como Augusto começaram a juntar muito dinheiro, ao mesmo tempo estes começaram a reduzir o valor da comissão ou da porcentagem daqueles que só vendiam, e com o tempo as pessoas como o Augusto se tornaram proprietários de terras, pontos de vendas, grandes quantias de dinheiro guardadas em bancos.
As pessoas que agiam como Pedro perceberam que seus ganhos, ou salários, estavam diminuindo. Diante das desigualdades surgidas, tiveram a ideia de formar um governo para regulamentar um grupo, ou uma comunidade, ou uma sociedade. A finalidade da criação de um governo é para garantir os direitos e deveres de cada membro do grupo, ou da sociedade. É neste ponto que a história escreve a verdade de forma sub-repticiamente: os governos foram criados para proteger os cidadãos que tem propriedade e dinheiro, a finalidade do governo não é de ajudar ou proteger aqueles que nada têm, pois estes, como nada tem, não tem direito a nada.
Esta forma muito simplória de descrever certas coisas pode parecer tola e até infantil. Acontece que com o passar dos tempos, as formas de camuflar a realidade e as intenções dos governos foram sendo cada dia melhor trabalhadas. Uma forma de confundir a massa foi criar a ideia de classes, ou a luta de classes, trabalhadores, patrões e governos. Parece brincadeira, mas tem gente, gente do PT, PCB entre outros, que acredita que patrões não são trabalhadores, criam uma ideia de antagonismo esdrúxulo, geralmente os patrões trabalham mais que o operário, pois além de administrar, eles têm que fazer investimentos, e há o risco de perder, pois o mercado às vezes é complexo.
Todo governo dito democrático, sempre terá um representante do povo, mas este representante sempre será manipulado pelos que tem o capital, se for um governo comunista ou socialista, defenderá os interesses de um grupo ou de algumas famílias, mas nunca os interesses da maioria. Um fato que passa despercebido aconteceu numa prefeitura. O prefeito apresentou uma proposta de cargos e salários, o plano colocava classes diretamente em pé-de-guerra, para uma classe dava 100% de reajuste, para outra 10% e para piorar, classes distintas no mesmo nível, por exemplo, uma classe que gera recursos diretos com uma classe que não gera recurso. A similaridade entre estes era o nível escolar, entrementes, havia situação de classes com nível escolar similar, mas com diferença de até 70%! Ora-bolas, enquanto os funcionários se debatiam entre si, o prefeito saia do cenário, protelando decisões e mudanças e adiando para os próximos anos. Ou seja, o governo administra pensando no mercado e não em quem está perdendo ou nada tem a oferecer para o mercado.
A dinâmica do capitalismo é manter o dinheiro em poder de poucos, concorrência entre todos, todos contra todos. Para ganhar precisa vender mais, para ser bom tem que vender mais que o concorrente, as coisas tendem a parecer uma bola de neve montanha  abaixo, o problema que pelo caminho da bola de neve sempre tem uma árvore.
A ideia do socialismo seria redistribuir o dinheiro em um número maior de cidadãos, dar condições de igualdade para o desenvolvimento humano, ou seja, escolas e universidades de boa qualidade para todos, assistência médica e odontológica de boa qualidade para todos, empregos para todos ou auxilio para os desempregados...
Todo governo sabe que para se manter no poder tem que prometer sonhos, porque nós humanos vivemos de sonhos.



domingo, 9 de março de 2014

Todos contra os Garis





A greve dos Garis da cidade do Rio de Janeiro foi uma luta democrática, uma categoria que, entre tantas outras, venceu de forma justa, leal e deu exemplo para as demais. Enquanto o preconceito ainda resiste em nossa sociedade em relação a esses trabalhadores, foram eles quem saíram vitoriosos sobre várias categorias que se acham acima desta.
A greve traz à tona fatos importantes e lamentáveis, não por parte dos Garis, mas da parte de onde nunca deveria vir. Elencarei os fatos não em ordem, mas dentro do contexto que foram surgindo dentro do período que sucedeu a greve.
A negociação dos Garis não teve a participação direta do sindicato, foi feito entre o governo, Tribunal Regional do Trabalho e Garis, este fato mostra que os sindicatos no Brasil, não têm mais a força em sensibilizar seus associados, pois mostra que, com a chegada de Lula ao poder, o sindicato é um meio, não um fim.
Em Uberlândia Minas Gerais, algo ocorreu semelhante, no mês de novembro de 2013, o prefeito Gilmar Machado (PT) apresentou um plano de cargos e salários, promessa de campanha, onde os advogados teriam 107% de aumento, mais bônus, arquitetos em torno de 90%, mais bônus, e os demais 10% e um bônus de 100 reais, o centro administrativo da prefeitura foi tomado por um número enorme de funcionários fazendo um apitaço, revezando, ora no centro administrativo ora na Câmara Municipal. Uma comissão foi montada para conversar com o prefeito, detalhe: não havia nenhum representante do sindicato dos servidores, condição exigida pela comissão que foi escolhida entre os manifestantes. Luís Inácio Lula da Silva, fez dos sindicatos uma extensão das mazelas dos políticos. A sociedade está vendo e a reação está acontecendo.
É de conhecimento de todos que a Rede Globo de televisão, sempre, sempre esteve do lado do governo, condição única, grandes publicidades do governo na rede, e benefícios debaixo dos panos, O Jornal Nacional omitiu informações verdadeiras para divulgar informações que caluniavam os Garis, o ponto é que a Globo não está sozinha nesta empreitada, jornais impressos também estão sabotando informações verdadeiras em relação à greve e divulgando informações de interesse do(s) governo(s). Num momento de transformação em que o Brasil se encontra, a maior ferramenta que o povo tem são os jornais impressos (a Globo o povo não confia), se estes jornais se alinharem com os governantes e suas vontades como este país vai melhorar?
Os governos federal e estaduais tem ciência do que pode vir a acontecer no período da Copa, o que eles não sabem, e o povo também não, é a adesão que possíveis manifestações podem vir a acontecer e qual será o volume e qual direção irá tomar, diante dessas dúvidas o governo está gastando muito com equipamento de repreensão aos manifestantes, ou seja, o governo está indo para uma frente de batalha, enquanto o povo está se preparando para ser ouvido, pois até os dias de hoje o governo não funcionou democraticamente, somente sob pressão.
No período militar os manifestantes eram tratados como desordeiros e comunistas, a repreensão era DOI-CODE seguido de torturas e a Globo caladinha, mas os tempos são outros, “de certa forma” a tortura já não é mais ferramenta dos governantes, os manifestantes de hoje, não conheceram as torturas e perseguições como no passado, pais e avôs sim. Os manifestantes de hoje têm certos direitos garantidos e estão indignados com os governantes, assim como os Garis.
Os Garis reivindicavam R$1.200,00, saíram das negociações com R$100,00 a menos, acredito que foi justo, uma vez que os Garis consideraram uma grande vitória, todavia, essa vitória é a vitória de pessoas que tem o direito de viverem de forma um pouco mais digna, o governo estatual não reconhece isto, negociou sob pressão de uma cidade suja, de um serviço essencial, mesmo tendo como aliados os telejornais e jornais impressos, nada adiantou e a pressão só tende a aumentar devido a algo que está se tornando “quase” impossível de controlar: as redes sociais. As notícias do mundo nos jornais e telejornais, não são as mesmas que temos acesso pelas redes sociais. As pessoas não precisam mais de um computador ou laptop, basta um celular, talvez esse fato esteja fazendo os jornais impressos e telejornais darem seus últimos suspiros.
Os cidadãos de hoje não precisam mais aturar um William Bonner com suas informações decoradas e manipuladas, as pessoas em qualquer lugar da cidade podem saber melhor fazendo pesquisas no Google, blogs, sites ou nas redes sociais.







terça-feira, 4 de março de 2014

Direção e Álcool


Direção e Álcool

O número de vítimas no trânsito devido a motoristas bêbados, se preferirem alcoolizados, é grande e a lei-seca não tem diminuído de forma significativa, pelo menos na opinião deste que vos escreve não!
Acredito que o tema de dirigir alcoolizado deveria ter outra perspectiva em relação a forma que atualmente é tratada. Afinal há bêbados e bêbados, ou seja, assim como as pessoas são díspares os quem fazem uso de bebidas alcoólicas também o são.
Há elementos neste tema que não são aprofundados devidamente, são estes:
              “Intencionalidade”,
                         “Consciência” e
                                     “Relatividade”.
Os juristas ou os advogados geralmente, 99,99% deles, falam em intencionalidade como uma tábua de salvação para seus clientes, é muito simples alegar que, o motorista bêbado quando saiu com o veículo não tinha a intenção de matar ninguém, há advogados que alegam azar do pedestre ou da vítima estar no local errado na hora errada, o motorista irresponsável, por estar feliz da vida e com o melão chapado de cachaça, apenas fez uso do veículo para voltar pra casa ou outro lugar, às vezes até para lugares ignorados pelo mesmo.
É mais ou menos assim, se alguém perguntar para o motorista alcoolizado ou para os políticos envolvidos no mensalão, tipo: José Genoíno vocês tinham a intenção de cometer alguma ilegalidade? Não. Eles vão negar!
De boas intenções o inferno está lotado e continua chegando cada vez mais pessoas ilustres na mansão do pai-da-mentira. Acredito que falar em intencionalidade é a melhor coisa para os bandidos, para os mercenários, para as pessoas que tem muito dinheiro para contratar advogados, competentíssimos e bem afeiçoados às barras dos tribunais. Pergunto ao leitor, qual é a intenção de um bêbado ao dirigir um carro, ou motocicleta, ou bicicleta, avião, navio ou até mesmo um patinete? Qualquer resposta é válida, menos a resposta que afirma que o pé-de-cana queria machucar alguém, ou seja, o bebum só quer se divertir, geralmente o meliante nem percebe algo elástico e viscoso a descer no canto do encontro dos lábio superior com o lábio  inferior.
Qual é a definição de intencionalidade? Lembro que este termo foi e é muito analisado pela filosofia, sendo que todos os demais cursos buscam na filosofia seu fundamento e não o inverso, portanto, intencionalidade tem origem na filosofia:
“Referência de qualquer ato humano a um objeto diferente dele: por exemplo, de uma ideia ou representação à coisa pensada ou representada, de um ato de vontade ou de amor à coisa querida ou amada etc[1],”
Qualquer adaptação feita em relação ao termo intencionalidade, a essência do entendimento será sempre o definido pela filosofia, portanto, falar em intencionalidade pra justificar uma atitude ou uma ação é simplesmente um disparate, uma aberração. Todavia, há um fator preponderante quando usamos este termo que os advogados ou a lei não faz ligação de forma sucinta!  O que é! A “consciência”! Toda consciência é consciência de alguma coisa, uma consciência vazia não move corpo e mente, é como se uma pessoa quisesse fazer conta sem conhecer os números e os símbolos de mais, menos, dividir, multiplicar, etc.
Toda intenção parte de uma consciência, ou seja, conhecimentos que a pessoa traz ao longo da vida, suas experiências cotidianas, aprendizado em escolas, leituras, debates e reflexões. Nossa consciência é um balaio de ideias e imagens representativas, sempre que nós pensamos nossa consciência pensa o que estamos pensando[2], por exemplo: coloco o dedo em um metal quente, queimo o dedo, primeiramente associo os acontecimentos, depois busco as razões, por que o metal fica quente, por quanto tempo, porque contraio os dedos e assim sucessivamente, a consciência retém a experiência, a memória os fatos, devido a este encadeamento quando chegamos perto de um metal, após uma experiência como a citada acima, primeiro nos certificamos do estado em que se encontra o metal, se há calor nas proximidades do metal, se há calor suficiente para se queimar.
Por que toda esta digressão? É na consciência que devemos nos apegar para avaliar o sujeito que se diz mordido pela cachaça, e não a sua intenção, advogados é que adoram essa janela arrombada no tão propalado código penal brasileiro. Ora-bolas! Existe consciência de ações de um cachaceiro, de um beberrão, ou seja, esta consciência só pode acontecer enquanto o temulento não estiver bêbado, portanto, a pessoa sabe o que o leva a ficar bêbado, o sujeito não pode alegar intencionalidade se ele está bêbado.
Um fato curioso que há no direito, “ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo”, pra qualquer cidadão que é honesto jamais usaria isto, os mercenários e advogados sim. Vejamos, o sujeito é parado numa blitz, ele bebeu e se nega a fazer o teste do bafômetro, não fazer é um direito dele, mas, se ele não bebeu, por que recusar a fazer! Entrementes, se ele bebeu e se nega a fazer o teste é óbvio que ele bebeu! Por que a lei não é elaborada de forma que, negar é direito do cidadão, mas é enquadrado como se tivesse bebido!
Relatividade, E=mc², não! Não é essa leitor amigo, acredito que entre as pessoas que bebem, há uma relatividade, em relação quanto à absorver bebidas alcoólicas; há pessoas que bebem uma caixa de cerveja ou um litro de bebida destilada e dirigem normalmente, voltam para casa da mesma maneira que foram ao local para beber; entrementes, há pessoas  que ficam bêbadas, chapam o melão com um único copo, seja de cerveja, ou de bebida destilada!
Negar o direito de dirigir para as pessoas que tem resistência com o álcool não seria ilegal? Quem garante que todas as pessoas que dirigem embriagadas vão bater ou matar pessoas? Existe a possibilidade que vão bater ou atropelar pessoas, ou bater e atropelar pessoas ao mesmo tempo? Sim, claro! Mas é possibilidade e não fato, fato é 2+2=4 em qualquer parte do planeta isto é fato, todavia posso dizer: hoje o dia está ensolarado, 45ºC, mas amanhã vai chover e a temperatura vai cair para -10º, existe essa possibilidade? Sim! Vai acontecer? Talvez!
Creio que há outra perspectiva para esse problema. As pessoas poderiam dirigir alcoolizadas (se quiserem é claro), mas com uma única condição, se a pessoa se envolver em qualquer tipo de acidente em que esteja dirigindo o veículo, responderia ao processo preso, ficaria preso até o final do processo ser julgado. A pessoa só sairia da cadeia após pagar todos os danos causados pelo acidente, se houver morte, cadeia sem progressão de pena e pena mínima de 15 anos, e quando sair da cadeia, ficar no mínimo 2 anos sem habilitação.
Parto do seguinte princípio, as pessoas têm “consciência” que a bebida tira os nossos reflexos, nossa concentração diminui, que a possibilidade de bater fica maior, portanto, a pessoa que pega o carro ou moto ou lambreta seja lá-o-que-for, tem que assumir o risco, e responder por suas escolhas, os homens vivem de exemplos e não de conselhos, se as pessoas que cometessem infrações no trânsito fossem punidas com rigor, todos pensariam melhor, a consciência de perder a liberdade falará mais alto. Exemplo! Por que há turistas americanos, ingleses, alemães, espanhóis que buscam o turismo sexual no Brasil e principalmente com menores? Porque lá nos países deles as penas são pesadíssimas, a lei é rigorosa, ou seja, não há esse papo que alemães, americanos e espanhóis são mais cultos que nós, não fazem lá por medo da lei e não porque tem consciência que é errado! Eles não respeitam a lei, eles a temem!
Há pessoas que poderiam achar uma irresponsabilidade permitir que as pessoas que ingeriram bebidas alcoólicas possam dirigir, não vejo dessa forma, todos os dias corremos risco de morte[3]; há pessoas que morrem enquanto estão dormindo, há aqueles que escorregam da cadeira caem e morrem, há pessoas que morrem por se preocuparem demais, já há outros que um caminhão passa por cima e não morrem, caem do quinto andar de um prédio e não morrem, outro dia uma barra de ferro de construção atravessou o crânio de um operário e este não morreu, a vida é mesmo um mistério, portanto, se alguém sair de carro bêbado e atropelar alguém vejo como fatalidade, mas desta fatalidade deve ocorrer  a punição. O que não é fatalidade é alguém atropelar ou atropelar e matar e este não ser nem condenado e não indenizar a família da vítima.




[1] Dicionário de Filosofia - Nicola Abbagnano - Editora Martins Fontes – 2007 – pg 662
[2] A consciência tem um observador ou “eu” sempre que temos ou adquirimos algo em nossa mente o “eu” ou o observador faz uma análise da análise, nossa consciência é como um espelho, sempre reflete o que há à sua frente
[3] Uma vez alguém me disse, fulano correu risco de vida. Pensei fulano estava morto, afinal, quem está vivo corre o risco de morrer e quem está morto corre o risco de viver! Ou não é assim?