segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Por que o mundo existe?

20\01\2014


Semana passada comecei a ler um livro, digamos,  interessante, “Por que o Mundo Existe”. Já estou na metade do livro após três dias de leitura, leio apenas a noite, mas agora tirarei o pé do acelerador, pretendo terminá-lo até o fim dessa semana. O livro é bom, de um filósofo americano, Jim Holt.
A causa que levou o escritor-filósofo a escrever foi devido a uma tragédia pessoal, deixemos esta tragédia pessoal de lado, pois a filosofia já é uma tragédia, poucos escrevem, quase ninguém entende e ninguém lê.
O tema da pesquisa que resultou no livro é, “por que existe algo e não apenas o nada”? Holt vai atrás de vários cientistas, teólogos e escritores que podem lhe dar uma resposta quanto ao tema, sobre o “nada”. Para Holt o nada é mais importante que a realidade, mesmo sabendo que a realidade possa nos enganar, ainda assim, a realidade seja verdadeira ou falsa esta se apresenta a nós como algo, ou como mundo. Ou seja, posso até saber que não sei o que vejo, mas vejo!
O leitor amigo que se interessar em ler o livro não se preocupe, é melhor se ocupar com “nada” do que com o BBB! Até porque leitor, você jamais vai perder o BBB; não acredita! Então vamos lá:
Pegue um livro e esqueça a tv por uns dias apenas, nesses dias apenas, leia um livro, mesmo que seja sobre “o nada”, leia-o o quanto puder, depois tenha  noites tranquilas de sono, seus amigos de trabalho, de escola ou de faculdade lhe farão a seguinte pergunta nos dias seguintes:
Você viu o que o fulano vez com a fulana na casa?
Pronto, você estará a parte de tudo e não perdeu nada!
Voltemos ao nada que Holt tanto persegue, buscar a certeza se o nada absoluto é possível, essa possibilidade abre várias possibilidades para repensar o mundo. Por exemplo:
Existência, evolução, eternidade, universos paralelos (multiversos)[1], Deus, eternidade...
O dilema de Holt (opinião deste que escreve) acredito que seja a origem da vida, se descobrir a origem, talvez, o propósito da vida fica mais fácil de entender. Afinal! Nascemos para morrer.
Lembra-se do BBB? Pois bem, você pode também deixar de ver a novela, o que o Félix, o Carneirinho, a Amarílis ou a Aline fez ou deixou de fazer, você não perde nada e ganha “o nada”, a dinâmica é a mesma no dia seguinte.
Se existe ou existiu o nada  a teoria da evolução das espécies fica comprovada, como diz os intelectuais, sine qua non” [2]. Uma vez comprovado o nada o universo  surgiu de uma determinada situação e evoluiu, os cientistas afirmam categoricamente que o universo está expandindo, estrelas nascem e morrem, o Big Bang é um fato indiscutível. Há partículas que viajam pelo universo que foram impulsionadas pela explosão do Big Bang.
O leitor amigo às vezes perguntaria:
Ok, tudo bem, o nada é fato, e daí? O que eu faço com o nada?
A princípio, leitor, nada, vá pra cama e durma, sabendo que o nada existe.
Há uma questão que me interessa e muito nesse tema, peço ajuda àqueles que leu este texto, veja (leia), no nada não há tempo e espaço, todavia, tempo e espaço são condições em que  o universo em que vivemos  se dá ou seja é a nossa  realidade (o leitor que discordar por favor me escreva), ou seja só existe o universo em que vivemos porque ele ocupa tempo e espaço ou está no tempo e no espaço!
A realidade que aqui expresso não precisa ser necessariamente verdadeira, pois podemos não termos consciência real da realidade nos dada, apenas percebemos uma realidade, temos percepção de nós mesmos numa dada realidade e estou certo da minha existência, independente que realidade eu tenho consciência, repetindo Bertrand Russell, “toda consciência é consciência de alguma coisa”[3], mesmo que essa coisa seja falsa minha existência é verdadeira.
Volto ao tempo e espaço, será possível uma dimensão sem tempo e espaço? O leitor amigo acorda e depara encasquetado com esse paradoxo, chega ao trabalho sem espaço para guardar a bicicleta e sem tempo para pensar, o patrão de longe dá aquele olhar tipo, não tenho tempo para pensar num espaço para a sua bicicleta... Anda logo! Este “anda logo” que é o problema de tempo e espaço, todo movimento só é possível em um determinado espaço percorrido num determinado tempo.
Ás vezes penso que o nada absoluto é um absurdo enquanto realidade possível, pois a não existência de tempo e espaço seria um fato impossível racionalmente, ou seja, a razão não concebe esta possibilidade de ausência de objeto sem profundidade ou não plano, a consciência vazia não é consciência, a consciência só tem consciência quando algo se apresenta. Só tenho certeza que existo porque algo surge e afirmo que sou outro ou o outro me revela, só tenho consciência de uma realidade dada porque as coisas que surgem tenho que nomeá-las, o nada é excludente.

Dê sua opinião. 







[1]Vários universos, paralelos ou não, mas vários...
[2] Sem o qual não
[3] Na realidade foi Franz Brentano quem fez primeiro essa afirmação.

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